Fatos irreparáveis.



Hoje eu quis chorar. Nunca pensei que um dia isso iria me fazer engolir o choro. Hoje eu quis chorar porque eu vi o que tinha me negado a perceber há algum tempo. Queria chorar, mas não tinha onde.

Vi como vocês sorriam, como vocês compartilhava sentimentos que você nunca conseguiu compartilhar comigo. Eu senti ciúmes pois eu queria ser essa pessoa também. Queria ser a que te fizesse sorrir, queria ser aquela pra qual você mandasse o primeiro Bom dia e o ultimo boa noite. Só queria ser para você o que você é pra mim: Refúgio, colo, abraço, risos e ... Amigo. Para falar a verdade, melhor amigo.
Não quero ser egoísta. Não quero ser a primeira opção, talvez sim, quero  ser igual. Não quero me sentir menor, ou segunda opção como costumo chamar. Eu entendo. Juro que sei que, as vezes, realmente não tem como ser igual. Mas eu sou tão complicada.
Pensei que um dia eu iria melhorar, desse meu defeito que é ser tão detalhista. Há coisas que eu não deveria saber, mas ai vem a curiosidade também. Será que esse é o pior defeito do mundo? Pois eu conto no dedo que me aceitou desse jeito. Uma pessoa. 
Não me critique por favor, não fale mal de mim, não se pergunte "Porque ela sempre faz isso? Aff" Eu juro que chego bem, eu tenho boa intenções. É porque eu tenho mania de cuidar, de participar, de querer fazer a diferença e quando eu não tenho isso de volta me sinto tão descartável.
Eu não vou chegar até você e dizer essas coisas. Primeiro: Me falta Coragem. Segundo: Você não entenderia. Até eu mesmo me confundo nessa história. Mas hoje eu decidir mudar. Não me importar, e me valoriza mais e assim te desprezando um pouco. Não me pergunte o porque ( por favor, pergunte sim), acontece. E por favor Senhor, não me deixa desistir dessa decisão como eu fiz umas 20 vezes antes. Dessa vez, dará certo ! Vai ser difícil eu sei, mas é para meu próprio bem, para que eu não tenha que chorar novamente por nós. Vou sentir saudade de correr atrás, mas a partir de hoje só vou dá o que receber, na mesma proporção por favor.

Por Carolina Gonçalves





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